O lugar é chamado de santuário, mas na verdade é o inferno na terra. Os homens que lá vivem são chamados de redentores, porém não passam de torturadores, cruéis e violentos.
As crianças que entraram ali esqueciam seus nomes, seu passado e adentravam nessa nova vida, onde tudo é pecado, tudo é motivo de castigo. Thomas Cale é uma dessas crianças. Conheça sua trajetória de Cale em A Mão Esquerda de Deus.
“Preste atenção. O Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover deve seunome a uma grandementira, pois há poucaredenção naquele lugar e eletampouco serve de refúgiodivino.”
Assim é o início do livro de Paul Hoffman, cercado de mistérios. O Santuário dos Redentores é um lugar temido por muitos. Meninos foram levados a este lugar contra as suas vontades. Funciona como um misto de prisão, campo de treinamento militar ou monastério. Os meninos passam por uma preparação para a luta dos hereges, que se encontram nas redondezas. O treino dos meninos pelos Lordes Opressores engloba todas as áreas, eles passam por um intenso preparo físico e ainda por uma adequação psicológica. Toda intenção dos monges é de protegerem o lugar e, ainda, os deixar prontos a grande luta do bem contra o mal.
Thomas Cale está entre os escolhidos. Seu paradeiro é cercado de mistérios, sua vinda pode ter se dado por volta dos 14 ou 15 anos. Contudo, Thomas é mais que especial, tem poderes acima do comum. O menino possui uma capacidade incomum de matar pessoas e um grande senso de organizar as estratégias de combate.
Um fato ocorre que faz com que todos estes poderes sejam colocados à prova. Thomas Cale e mais dois amigos testemunham um brutal assassinato nos corredores da prisão. Uma intensa perseguição começa após esta visão que se estende além dos muros do monastério. Esta ‘escapada’ faz com que Cale tome conhecimento de seu poder e da crueldade dos lordes.
Conhecido no exterior, como um novo “Harry Potter”, embora não existam elementos sobrenaturais na narrativa, o livro é um resgate aos grandes clássicos, como O Nome da Rosa de Umberto Eco e O Senhor dos Anéis, de Tolkien, que mesclam elementos da história medieval e atual com um dinamismo bem atraente.
“Embora estejamos falando de umlugarquenão existe, o Santuário dos Redentores facilmente se identifica com o cenário de miséria e dissolução existencial que presenciamos no mundoreal. É uma históriaque pode se passaremqualquerlugar do mundo, emqualquerépoca e quemostrareações humanas inexoráveis”.